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Aprendendo a viver


Podia durar pra sempre aquele momento, aquela simples sensação. Não sei por que, mas senti aquela enorme paz, novamente encobertando meu coração.

Estava sozinha, sem nenhum pensamento, nenhuma confusão. Não precisava de nenhuma resposta, nada me pressionava. Só a música soava na imensidão do nada. O vento que beijava meu corpo me desprendia totalmente desse mundo terreno e complicado. Era tudo muito fácil, muito simples.

Foi difícil largar aquela pequena ilusão, desprender da asa da imaginação e cair nos braços do realismo, que sempre nos espera, frio e áspero.

Quero aquilo de volta, aquela facilidade em ter nada e ao mesmo tempo ter tudo. Mas desprender-se desse mundo, é mais difícil do que um dia imaginaria. E à medida que crescemos as coisas vão piorando. Tudo fica mais concreto mais sólido, e perdemos toda a capacidade de sonhar. Nos desgarramos da imaginação, e a esperança se torna algo distante e inalcançável.

Somos realistas demais, certinhos demais. A tantos mistérios nesse mundo, tanta coisa que ninguém sabe. E nós meramente vivemos, continuamos essa nossa vidinha mórbida um dia após o outro. É como se andássemos em uma estrada desconhecida, mirando sempre para a luz um passo após o outro, sem sequer olhar ao redor e se surpreender com oque pode ali existir. Não, apenas continuamos caminhando.

Queremos tanto crescer, queremos tanto alcançar a tão desejada liberdade, que quando conseguimos perdemos o rumo. Quando percebemos estamos assim, perdidos e sozinhos, com frio sem ninguém para espantar a realidade.

O nada é tão temido, tão repugnante aos olhos de nós meros sobreviventes, que não percebemos que é lá que somos realmente quem somos. É onde podemos refletir sobre nossas próprias decisões, sem nenhuma interferência do mundo exterior.

É incrível o poder que temos de destruir nossos próprios sonhos. Cortando as asas de nossa imaginação a sangue frio, bem em nossa frente e sem nos importarmos.

Temos que ser mais criança, regredir no tempo, tomar oque nós mesmos nos tiramos. Para poder realmente sentir a simplicidade de cada ação, de cada sentimento de cada presente que essa vida nos entrega.

A vida é difícil, sempre foi e sempre será. Basta a nós mesmos agregar valores a ela, tornar-la suportável e capaz de superar qualquer agouro.

Não é somente viver, é querer aprender vivendo.

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Flying


Quem nunca quis ter a sensação de voar? A liberdade idealizada em nossas mentes, concretizada apenas em sonhos. Vontade de sumir nem sempre é um ato covarde, pode ser uma saída digna para pensar, refletir, e evoluir. E não é esse o sentido figurado de voar?

Na minha mente, voar internamente significa essa vontade de estar seguro, pleno de serenidade – sentir-se bem por dentro. Se for assim, existem várias maneiras de entrar nessa sintonia – e de maneiras bem particulares, é claro, afinal somos diferentes uns dos outros.

Ainda estou aprendendo a voar sozinha, desprendendo-me dos antigos alicerces. Não digo que foi uma escolha unicamente minha, mas quando nos vemos submersos, o instinto nos obriga a nadar.

Talvez cada um tenha um oceano particular, um mundinho próprio, porém não inabalável, porque todos nós possuímos pontos fracos – uns mais, outros menos. Mas, e quando somos atingidos justamente no botão que nos faz desmoronar?

Quando você perde algo que não pode repor, não consegue impedir que as lágrimas desabem. Isso é humano, é natural, e é o que nos mostra o quanto somos impotentes diante dessa realidade independente de nós – a vida.

Segundo meu avô, algumas vezes o homem tem que colocar calças e fingir que é homem, quando por dentro está em pedaços – e isso não é fraqueza. Com o tempo aprende-se a lidar com a carga que nos foi imposta. E a superação vem mais fácil quando temos um motivo para seguir adiante.

Só alguém que nos conhece bem pode perceber quando algo se tornou um divisor de águas em nossas vidas. Deve ser por isso que dizem que tudo acontece quando tem que acontecer. Nem sempre estamos cem por cento, mas a vida nos marca e faz de nós quem somos. De um jeito ou de outro, estamos sempre reaprendendo a voar.

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Novo caminho


Queria anotar tudo que aconteceu em uma folha de papel, amassá-la e joga-la no lixo em seguida – desejando que esse simples ato pudesse apagar todos os acontecimentos da minha memória. Entretanto, como bem sei, não sou uma máquina, por dentro dessa coisa visível aos olhos tem muito mais do que uma casca vazia.

Enquanto estava lá, resumi os pontos que considero essenciais, falei das coisas que tinha certeza – independente do que aconteceria depois dali – e falei do meu plano de fuga: correr.

Não sabia a direção, se iria correr por aquele caminho que talvez fosse oferecido, ou criar outra via, apenas sabia que teria que achar um jeito de correr. Deve ser assim com tudo que queremos – o foco e tudo mais.

Bom, agora já sei que aquele não era o meu caminho e sei que devo improvisar. Embora não saiba exatamente o que fazer, sei o que não posso.

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Falha na memoria


Sempre faz parte a certeza de que algo do passado só vai se concretizar em um futuro próximo. Parece que o misto do tempo trabalha de forma paralela um com o outro. O passado está em um plano, o presente em outra camada, e o futuro flutua com o que está por vir. No final, é a busca por um sentido que nem sempre existe.

Porém, em todas as fases, camadas e escritos da minha vida,eu vou buscar você.

Se só a minha imaginação pode me trazer a felicidade, simplesmente vou usá-la. Se precisar de um pó mágico e pensamentos felizes para voar, vou tê-los em mãos. Estou me acostumando com o que tenho diariamente, como se fosse um eterno aprendizado. Minha memória não se perde em coisas triviais, então sobra espaço para o que realmente importa – e esse é o meu passaporte.

Só espero não me perder em coisas que não precise de verdade. Não me perder em pessoas que passaram por mim e que não me deixaram nada de bom. Tenho meus mecanismos de defesa quase tão eficientes quanto a tesourinha do Windows – deixa uma lacuna, mas posso disfarçá-la com uma “falha de memória”.

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Papel principal


Queria enxergar minha vida com a mesma clareza que enxergo a vida dos outros – seria mais fácil para mim. Eu falo algo para a pessoa – que nem sempre consegue entender o que digo –, espero o tempo passar e depois obtenho a resposta.

Não estou querendo dizer que sempre estou certa – longe de mim. Porém, ver a situação como coadjuvante, observadora, é mais fácil do que ver através das lentes do protagonista da história – papel destinado a pessoas que possuem conflitos e decisões nas mãos.

Talvez eu erre por despejar tudo de uma vez. Quando é comigo, preciso absorver a informação aos poucos, doses homeopáticas seguidas de reflexões. Eu até tento usar essa mesma tática com os outros, mas nem sempre tenho tanto tato.

Bom, depois que o calor da emoção passa, as coisas se encaixam – apesar de às vezes ser tarde para colar os pedaços que foram rasgados. Não sei se o meu pensamento está em um nível mais alto, do qual disponho de uma vista mais privilegiada, ou se é só por eu sempre tentar colocar os dois lados na balança para chegar a uma conclusão – só sei que não tenho lentes tão apuradas para a minha vida e queria que alguém me falasse mais sobre o que acontece comigo.

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Reticências


Não sei o que é melhor pra mim agora, realmente não sei. Quando você está ausente, sinto uma falta imensa. Penso em como seria se você estivesse aqui, como seria se vivêssemos juntos todos os dias, ou como seria se nós nos encontrássemos naquela hora. Quando falo com você, sinto coisas que nenhuma outra pessoa me faz sentir. As borboletas no meu estômago se manifestam cada dia mais, minhas mãos suam, meu coração acelera. Seu efeito sobre mim é extremo. Mas sei que se eu realmente quero esquecer, é melhor te evitar. Porque isso só vai fazer com que eu lembre mais dos dias ao seu lado, e com que eu sinta mais falta ainda quando estiver sozinha, pensando com meus botões. O que me intriga é que eu não tenho tanta certeza se eu realmente quero esquecer. Sei que deu errado uma ou duas vezes, mas e se tentarmos outra, dará errado também? E depois dessa, mais outra, será que não daria certo? Eu só tenho medo de acreditar em tudo de novo, e me machucar depois, da mesma forma que aconteceu das outras vezes. Meu problema é que não sei amar só um pouquinho, e não consigo não me entregar. Porém, se desistirmos e entregarmos os pontos agora, teremos que conviver com todos os “poderia ter sido…” que virão em nossa mente quando ouvirmos o nome um do outro.

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CHEGA, CANSEI.


Não sei mais oque fazer, falar ou pensar. Cada atitude minha só piora tudo, sempre. Não suporto mais não saber oque fazer.

Esta tudo bagunçado, tudo destruído dentro de mim. Não aguento nem mais uma lágrima, nem mais uma prece, nem mais um segundo deste inferno.

Já tentei de tudo, porem nada funciona, nenhum remédio surge efeito.

Nunca devia ter me deixado levar, como fui tola. Sempre soube que o melhor era não se apaixonar, era ponderar e nunca se entregar. Mas achei que seria diferente. Me enganei, e esqueci de um pequeno detalhe: a historia era comigo. Então mais uma vez tenho certeza que esse negocio de sentimento não é pra mim.

Agora só quero que tudo morra aqui dentro, para que não sinta mais nada, nunca mais. Não sei lhe dar com a perda, com a tristeza ou com qualquer outra coisa. Sou fraca.

Porém, eu cansei. Queria jurar a mim mesma que mais nenhuma lágrima ira cair por meu rosto, mas não quero me iludir ainda mais.

Quero ele ao meu lado, sim eu quero. Porém, não quero mais o ver chorar, porque toda vez eu erro, e é frustrante.

E agora oque me resta é engolir, todo esse sentimento, toda essa angustia , toda essa merda de amor, e como sempre fingir que esta tudo bem. Sou boa nisso até porque tenho muita pratica.

E é isso, mais uma vez minhas suspeitas estavam certas.

Preciso sumir, e deixar tudo de lado, mas como sempre: falar é muito mais fácil que fazer. Não sei viver longe.

Preciso aprender.

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Tudo que não posso


Quero deixa-lo livre, quero vê-lo feliz, mas meu coração não permite, não obedece a razão. Parece que quer me torturar, quer me ver definhar, ao não aceitar a pura e simples realidade: Já não é mais meu, já não devo mais ama-lo, mas fale isso pra esse tolo coração.

Deixa-lo partir e o ver sorrindo novamente é oque eu mais quero. Já tentei me afastar, já tentei não pensar, mas cada vez que o vejo é como um murro em meu estomago. É como ter uma pessoa me falando ao pé do ouvido: “Você perdeu”.

Jurei a mim mesma que não iria mais pensar, relembrar ou imaginar, pois, já não suporto mais. Não aguento mais a sensação de não telo em meus braços, de não mais lhe abraçar quando estiver triste, de rir daquelas besteiras de sempre, e de não mais beija-lo. Já não aguento as lagrimas.

Não suportarei mais vê-lo sofrer.

Queria estar ao seu lado para que quando uma lagrima escorresse eu pudesse enxuga-la, para quando ninguém mais o entender eu pudesse ouvir, para quando tudo parecer sem solução eu pudesse abraça-lo e dizer que tudo vai ficar bem. Só que entre nós sempre vai ser assim, ou tudo, ou nada.

Quando me olha, parece que tudo sumiu: todos os problemas, todas as frustrações, e que somos apenas nós. Tento disfarçar, mas não aguento tanto e logo digo adeus. Espero que um dia isso passe, que um dia as lagrimas parem de rolar.

Ainda lembro-me de seu abraço, de sua voz, do seu cheiro, do seu corpo, e do beijo que nunca esquecerei. Ainda lembro-me da sensação de estar aos seus braços, e de quando acariciava minha pele. Ainda lembro-me da sua risada, do seu sorriso. Ainda me lembro de tudo que deveria esquecer.

Desejo imensamente que me esqueça e que seja feliz, para que pelo menos um coração se salve.

Aguardo o dia em que esse meu órgão vital assuma suas reais funções, que minha memória fique fraca demais para lembrar, e que eu aceite que ele não é mais meu.

Ainda espero deixar de ama-lo.

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