Quem nunca quis ter a sensação de voar? A liberdade idealizada em nossas mentes, concretizada apenas em sonhos. Vontade de sumir nem sempre é um ato covarde, pode ser uma saída digna para pensar, refletir, e evoluir. E não é esse o sentido figurado de voar?
Na minha mente, voar internamente significa essa vontade de estar seguro, pleno de serenidade – sentir-se bem por dentro. Se for assim, existem várias maneiras de entrar nessa sintonia – e de maneiras bem particulares, é claro, afinal somos diferentes uns dos outros.
Ainda estou aprendendo a voar sozinha, desprendendo-me dos antigos alicerces. Não digo que foi uma escolha unicamente minha, mas quando nos vemos submersos, o instinto nos obriga a nadar.
Talvez cada um tenha um oceano particular, um mundinho próprio, porém não inabalável, porque todos nós possuímos pontos fracos – uns mais, outros menos. Mas, e quando somos atingidos justamente no botão que nos faz desmoronar?
Quando você perde algo que não pode repor, não consegue impedir que as lágrimas desabem. Isso é humano, é natural, e é o que nos mostra o quanto somos impotentes diante dessa realidade independente de nós – a vida.
Segundo meu avô, algumas vezes o homem tem que colocar calças e fingir que é homem, quando por dentro está em pedaços – e isso não é fraqueza. Com o tempo aprende-se a lidar com a carga que nos foi imposta. E a superação vem mais fácil quando temos um motivo para seguir adiante.
Só alguém que nos conhece bem pode perceber quando algo se tornou um divisor de águas em nossas vidas. Deve ser por isso que dizem que tudo acontece quando tem que acontecer. Nem sempre estamos cem por cento, mas a vida nos marca e faz de nós quem somos. De um jeito ou de outro, estamos sempre reaprendendo a voar.
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