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Esperança


Não desejo tudo, ou coisa alguma. Desejo apenas ter algo para chamar de meu. Meu coração, minhas vontades, minha vida.

Embora tantas vezes tenha chorado, e tantas vezes a dor ter feito parte do meu eu, agora me sinto limpa, tranquila. Percebi que sempre fazemos um pequeno problema, se transformar em um grande pesadelo.

A vida é muito curta para ser desperdiçada.

Sei que ainda vou chorar muito, e varias vezes vou me sentir incapaz de levantar a cabeça e seguir em frente. Mas irei me erguer, irei enfrentar os problemas de cara. Pois, embora saiba que a vida nos passa a perna varias vezes, tirando nosso chão, nos deixando caídos e humilhados, ela também nos traz tantas alegrias.

A vida nos passa tão depressa, tão corrida, que não damos real valor aos momentos mais importantes. Como uma manhã gelada de domingo, no conforto de um cobertor que aquece nosso corpo frio. Como uma risada, entre nossos entes queridos. Como o sorriso de uma criança, tão belo e tão inocente, e tantos outros.

São esses simples momentos que enchem meu peito de alegria, uma alegria tão grande, que explicar se torna algo dificílimo.

Muitas pessoas passam por nossas vidas, e varias dessas mudam nosso rumo, uma mudança às vezes imperceptível, e que faz toda a diferença.

A essas pessoas, todo o meu agradecimento, pois foram elas que me fizeram assim, e eu tenho um orgulho enorme. Sei que não sou a pessoa mais perfeita desse mundo, mas sou eu mesma, nem mais esperta, nem mais bonita, nem mais amável, nem mais nada, apenas eu mesma.

Espero que consiga realizar todos os meus sonhos, oque sei que é impossível, porém aqueles que nunca forem realizados, jamais deixaram de ser idealizados em minha mente. Até mesmo porque um sábio disse um dia: “A esperança é a ultima que morre.”.

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Insistência


Largou-se na cama. Deixou a temperatura aumentar e diminuir conforme o clima desejava. Tinha seus olhos fixos na janela, mas os pensamentos muito além dela. Abraçada a si mesma, bagunçada, com as alças de sua blusa caídas em seus ombros, ela estava lutando. Sozinha. Em silêncio. Consigo mesma, contra seus sentimentos. Contra quem realmente era. Contra o que queria se tornar, e contra o que queriam que ela se tornasse.

Era sempre uma guerra. Ela nunca encontrava paz em si mesma. Nunca sabia como organizar-se. Como encontrar-se. As palavras alheias pareciam simples quando pronunciadas, e até faziam-na pensar que realmente fosse tão fácil assim. Mas nunca fora, por que seria agora?

Passava os dedos repetidas vezes entre seus cabelos. Tentando esconder a dor de si mesma. Apertando os olhos para que as lágrimas caíssem ligeiramente, como se elas fossem cessar na mesma velocidade em que escorriam em seu rosto. Mas não estava acontecendo da forma como ela queria. Nada, na verdade, estava ocorrendo da forma como ela desejou. E isso a fazia se sentir como coisa nenhuma. Simples assim: Uma negação frágil.

Apertava sua cabeça, encolhia-se contra a parede, e enfiava descontroladamente todos os tipos de pensamentos que a fizessem esquecer a dor. Tentava ao máximo consolar-se. Desejava depender dela mesma, ser feliz por ela mesma. Porém, os pensamentos de que isso já havia ocorrido centenas de vezes, só fazia sua ferida abrir-se mais. E conforme abria, ela tentava curar a ferida passando sonhos e palavras positivas por cima dela. O que só fazia arder em maior grau. Era como passar álcool em uma ferida aberta.

Encontrava-se assim: Ferida. Todos os dias, sem nenhuma exceção. Apenas estava escondendo com a sua quietude e frieza. Ou até mesmo, com seu pseudo divertimento.

Mas estava tentando. Sempre estava.

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E agora?


Sinto-me só, sem ele aqui ao meu lado, me sinto perdida, deslocada. Por tanto tempo ele esteve ao meu lado, que agora que se foi me desequilibrei, perdi meu apoio.

Foi sempre ele que me afagou em seus braços, quando as lagrimas se afloravam em meus olhos. E sem nenhuma palavra, ele sabia oque eu precisava. Agora me sinto desprotegida, frágil, sem ninguém ao meu lado para me abraçar em silêncio.

Preciso tanto dele, sinto tanto a sua falta. Esta piorando, já não da mais para dizer que esta tudo bem, e fingir que tudo morreu. Queria que estivesse aqui ao meu lado, só ao meu lado.

Como pude me enganar tanto. Eu tinha certeza que não ia sofrer que ia ficar tudo bem. Porque isso agora?

É difícil.

Realmente só damos valor às coisas quando perdemos, e quando resolvemos corrigir o erro, já pode ser tarde demais.

Quero abraça-lo forte e por muito tempo. Quero afagar sua mão. Porque sei que só serei feliz com ele, e que nenhum outro garoto irá me fazer sentir como ele me faz.

Já não sei se o amo ou se somente sinto sua falta, mas uma coisa é certa: Vai ser pra sempre meu primeiro grande amor.

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Doce sonho


Ainda me lembro de seus lábios, roçando os meus, me lembro do beijo mais perfeito que jamais terei novamente. Relutante, relembro da paz e do conforto de quando seu corpo acolhia o meu, em um calor tépido. As lagrimas escorrem contra minha vontade. Sei que tenho que esquecer, e que essa já não é mais minha realidade. Mas as lembranças são mais doces que a realidade, é um mundo mais fácil. Já sei que ele não é o mesmo, e tenho duvida em pensar se é mais doloroso reviver as lembranças do que um dia foi, ou aceitar oque agora é.

Tudo esta muito diferente, distante, mas parece um sonho, tão doce e perfeito. Sinto-me confusa e não sei se realmente gosto dele, ou das lembranças, pois, sei que se encontrar hoje em minha frente não sentirei nada comparado a quando relembro de tudo.

Jurei para mim que não iria mais pensar ou escrever sobre ele - mas não consigo. Sou fraca demais, desisti muito cedo, é tudo muito forte e real. Porém, não quero mais pensar nele, e torço pra que isso tudo fosse mesmo um sonho.

Como tudo pode mudar tanto: todas aquelas juras, todo aquele sentimento se transformou em simplesmente pó.

Minha memoria insiste em me corroer como um vicio, maçante e cansativo.

A tanto tempo não tenho chorado – embora tudo que vem acontecendo – que me desacostumei com a sensação. Já não suporto o quanto isso me consome, toda essa angustia em pensar no que poderia ter sido.

Queria apenas um restinho, do que pode ter sobrado de tantas juras de amor: um abraço, uma conversa com qualquer assunto bizarro e sem importância, ou, apenas um olhar, para saber que não sou a única que se lembra de todas as risadas. Queria saber se está realmente feliz, e se a resposta for sim, nunca mais pronunciarei ou escrevei uma palavra sobre nós. Lembrar-me é inevitável.

Não quero ele, somente as lembranças que, embora me consumam, também me confortam.

Contudo, sinto sua falta. E as lembranças não matam a saudade.

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Obrigada


A angustia era uma visita quase que constante em meu peito, e as lembranças estavam sempre ali, petrificadas em minha mente, esperando o momento a qual me renderia a elas. É difícil não recordar, afinal não é todo dia que uma pessoa cruza seu caminho e muda totalmente a sua ideia sobre a vida. Não é sempre que uma pessoa invade seu coração e dentro dele deposita a mais pura felicidade, o mais humilde sentimento – amor. São essas lembranças, que agora me trazem insônia.

É difícil tentar explicar, tantas vezes me senti assim. Sinto que estou perdendo – o, oque é irônico, pois, não se pode perder aquilo que não lhe pertence. Mais as lembranças chegam, querendo ou não. É inevitável não refletir e sentir saudade. Não me arrependo de nada, apenas sinto falta do seu abraço, e do seu olhar, coisas que jamais serão iguais. Queria poder lhe abraçar, e dizer tudo que está trancado em minha garganta, porém, palavras são poucas.

Desejo-lhe toda felicidade do mundo, desse-lhe bem – como a um irmão. Espero que encontre seu caminho, da forma que for. Queria lhe dizer que, não importa oque venha a acontecer, sempre terá um pedaço seu em meu coração, e nunca ei de esquecê-lo.

Obrigada por me fazer sentir tão humana.

Obrigada, porque mesmo sem tê-lo, me fazer feliz.

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Guerra


A vida nos prega tantas peças. Quando nos acomodamos, vem ela e nos puxa o tapete: tudo muda, tudo acaba. É frustrante. Mesmo assim nos erguemos, fracos, humilhados pela derrota. Acreditamos que tudo vai mudar - como podemos ser tão tolos.

Cansei de tentar acreditar que tudo um dia vai melhorar, pois, toda vez as lagrimas vem. Tentei fazer o possível, para sempre agradar a todos – IMPOSSIVEL.

Achei uma forma de me proteger: fechei-me. Como poderia me entregar à alguém, depender dele para ser feliz e então mais uma vez me magoar. Não, agora nada mais entra nesse meu oco coração.

Então, ele simplesmente apareceu e mudou tudo. Senti-me perdida. Não sabia oque falar, não sabia oque sentir. Sem ao menos pensar, o magoei. É incrível meu alto poder de machucar à todos que querem meu bem.

Agora, quero mais é que tudo se exploda.

Já não é mais do meu feitio acreditar.

Percebo que é uma guerra perdida, ergui a bandeira branca. Sempre vai ser assim, toda vez que insistirmos nesse confronto: duas nações destruídas.

As lagrimas secaram.

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Iris cor de céu


As arvores lá fora dançavam, embaladas pelo vento e eu estava ali como de costume, sentada no ônibus esperando a chegada em casa, um tanto quanto cansada. Repousava a cabeça sobre meus braços tentando me entregar ao tentável sono. Foi quando uma leve brisa entrou pela janela que permanecia aberta. Uma brisa mais que confortante naquele dia tão quente.

Como um murro veio em minha mente a imagem de suas íris cor de céu, de sua boca irresistivelmente vermelha, da sua pele, seu sorriso. Posso jurar que ouvi sua voz e senti seu perfume no ar. Abri os olhos e uma ligeira tristeza me abateu: era apenas um sonho. Do meu lado só havia vários assentos livres à espera de novos passageiros. Através das janelas avistava um céu ensolarado e verdes árvores. O radio suava baixo dentro do ônibus que agora estava em movimento.

A lembrança do sonho, fez com que um sentimento bom, tomasse conta de todo meu ser. Tive a impressão de ser Felicidade, porém, havia algo a mais, algo que me fez questionar: Porque aquelas íris cor de céu tanto me encantam. Quando nos braços dele permaneço pelo mais breve momento parece que tudo é possível, parece até que voar é algo simples. Sei que para uma pessoa como eu, acusava muitas vezes de insensível, escrever essas palavras pode ser um pouco estranho, porém, ao pensar nele, esses sentimentos fluem sem poder combate-los.

Relembro inevitavelmente, de todos os momentos ao seu lado. As risadas, as brincadeiras e até mesmo as tardes de tédio. Como aquele simples ser pode me fazer sentir tão... Infinitamente feliz. Sinto-me tola agora, falando desse jeito – como se ama-lo fosse a única coisa cabível a minha existência. Como pode não ser assim, se sua voz, parece o acorde mais perfeito que meus ouvidos podem captar, se seu cheiro desperta em mim o mais incontrolável desejo, se suas mãos, quando envoltas as minhas fazem meu coração quase exploda de felicidade.

Continuo aqui sentada, escrevendo em meu caderno de física. Ouço a risada dos três no bando de trás e suas musicas estranhas. A paisagem vai se modificando e as musicas também vão mudando, porém, aquelas íris cor de céu ainda permanecem em minha mente. O sentimento de felicidade aumenta e transborda de meu peito, por saber que tudo aquilo é real, e que seus lábios irresistivelmente vermelhos que a pouco residiam em meus sonhos, logo tocarão em meus lábios apaixonados novamente.

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Felicidade


Será que para sempre

Ficará guardada no peito

Toda essa angustia?

Parece – me que não há mais solução.

Quando o peito aperta

É só a saudade que consome meu corpo.

Saudade das risadas

Saudade de seu abraço.

Oh! Doce felicidade!

Sinto apenas a vontade:

Se sorrir fosse simples como antes.

Por todo esse tempo

A vida figurou – se uma prisão

Uma prisão de grades

Uma prisão de dependência

Alguém:

Alguém que pudesse dizer

“Está tudo bem”

Apenas dizer...

Quando meus olhos encontrarem

O infinito

O infinito azul do céu

São seus olhos

Que vou encontrar

É a sua pele brilhando a luz do sol

Que vou tocar

É a sua voz

Que minha alma vai escutar

Oh doce felicidade.

O escuro Já me é familiar.

Já não me assusta mais...

O desconhecido me abraça

Amigo

Tento achar o lugar exato

E a exata forma de sorrir

Porém me perco no caminho –

Um cego sem seu guia –

Sinto o ar marinho

Um perfume conhecido

Será você ao meu lado ?

Oh! Doce felicidade?

A música toca

Balanço ao som vibrante

Alma pura: criança!

Os sentidos se aguçam

Minhas mãos buscam tocar

Oque parecia perto

Nada encontram ao tatear

Tremulante

Desesperado

A doce felicidade

Esvai – se por entre dedos

Sentada na calçada:

As pessoas vão

Enclausuradas em medíocres vidas

Despercebidas do que ferve à sua volta.

Cópia de mim mesma

Eu – tempo – espaço

Monotamente entretida

Em assuntos abstratos.

Uma folha de papel

É a linha que me

Aos sentimentos

Incertos – incertos

Quanta hipocrisia

Gira envolvendo nossos corpos!

Pendentes em um planeta

Que volteia em um universo

Escuro desconhecido

Meu medo

Desconhecido escuro

Estranho mundo

Apenas procuro.

Quando quiser

Venha me visitar

Rir – chorar

E contar grandes aventuras

Dizer sábios conselhos

E desvendar os meus segredos

Oh doce felicidade...

Quando quiser

Apareça

Nesse mundo estranho

Nessa vida minha

Monótona

Oh... Doce felicidade:

Seja eterna e sábia

Se puder.

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