Ainda me lembro de seus lábios, roçando os meus, me lembro do beijo mais perfeito que jamais terei novamente. Relutante, relembro da paz e do conforto de quando seu corpo acolhia o meu, em um calor tépido. As lagrimas escorrem contra minha vontade. Sei que tenho que esquecer, e que essa já não é mais minha realidade. Mas as lembranças são mais doces que a realidade, é um mundo mais fácil. Já sei que ele não é o mesmo, e tenho duvida em pensar se é mais doloroso reviver as lembranças do que um dia foi, ou aceitar oque agora é.
Tudo esta muito diferente, distante, mas parece um sonho, tão doce e perfeito. Sinto-me confusa e não sei se realmente gosto dele, ou das lembranças, pois, sei que se encontrar hoje em minha frente não sentirei nada comparado a quando relembro de tudo.
Jurei para mim que não iria mais pensar ou escrever sobre ele - mas não consigo. Sou fraca demais, desisti muito cedo, é tudo muito forte e real. Porém, não quero mais pensar nele, e torço pra que isso tudo fosse mesmo um sonho.
Como tudo pode mudar tanto: todas aquelas juras, todo aquele sentimento se transformou em simplesmente pó.
Minha memoria insiste em me corroer como um vicio, maçante e cansativo.
A tanto tempo não tenho chorado – embora tudo que vem acontecendo – que me desacostumei com a sensação. Já não suporto o quanto isso me consome, toda essa angustia em pensar no que poderia ter sido.
Queria apenas um restinho, do que pode ter sobrado de tantas juras de amor: um abraço, uma conversa com qualquer assunto bizarro e sem importância, ou, apenas um olhar, para saber que não sou a única que se lembra de todas as risadas. Queria saber se está realmente feliz, e se a resposta for sim, nunca mais pronunciarei ou escrevei uma palavra sobre nós. Lembrar-me é inevitável.
Não quero ele, somente as lembranças que, embora me consumam, também me confortam.
Contudo, sinto sua falta. E as lembranças não matam a saudade.
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