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Felicidade


Será que para sempre

Ficará guardada no peito

Toda essa angustia?

Parece – me que não há mais solução.

Quando o peito aperta

É só a saudade que consome meu corpo.

Saudade das risadas

Saudade de seu abraço.

Oh! Doce felicidade!

Sinto apenas a vontade:

Se sorrir fosse simples como antes.

Por todo esse tempo

A vida figurou – se uma prisão

Uma prisão de grades

Uma prisão de dependência

Alguém:

Alguém que pudesse dizer

“Está tudo bem”

Apenas dizer...

Quando meus olhos encontrarem

O infinito

O infinito azul do céu

São seus olhos

Que vou encontrar

É a sua pele brilhando a luz do sol

Que vou tocar

É a sua voz

Que minha alma vai escutar

Oh doce felicidade.

O escuro Já me é familiar.

Já não me assusta mais...

O desconhecido me abraça

Amigo

Tento achar o lugar exato

E a exata forma de sorrir

Porém me perco no caminho –

Um cego sem seu guia –

Sinto o ar marinho

Um perfume conhecido

Será você ao meu lado ?

Oh! Doce felicidade?

A música toca

Balanço ao som vibrante

Alma pura: criança!

Os sentidos se aguçam

Minhas mãos buscam tocar

Oque parecia perto

Nada encontram ao tatear

Tremulante

Desesperado

A doce felicidade

Esvai – se por entre dedos

Sentada na calçada:

As pessoas vão

Enclausuradas em medíocres vidas

Despercebidas do que ferve à sua volta.

Cópia de mim mesma

Eu – tempo – espaço

Monotamente entretida

Em assuntos abstratos.

Uma folha de papel

É a linha que me

Aos sentimentos

Incertos – incertos

Quanta hipocrisia

Gira envolvendo nossos corpos!

Pendentes em um planeta

Que volteia em um universo

Escuro desconhecido

Meu medo

Desconhecido escuro

Estranho mundo

Apenas procuro.

Quando quiser

Venha me visitar

Rir – chorar

E contar grandes aventuras

Dizer sábios conselhos

E desvendar os meus segredos

Oh doce felicidade...

Quando quiser

Apareça

Nesse mundo estranho

Nessa vida minha

Monótona

Oh... Doce felicidade:

Seja eterna e sábia

Se puder.

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